O que é leucocória?

   De origem grega, a palavra leucocória deriva de leuco (= branco) e coria (=pupila), e assim representa pupila branca. Em princípio, a leucocória devia ser facilmente perceptível à observação normal, a olho nu, mas vulgarmente também se chama leucocória àquela que só se pode observar em condições especiais, como seja através do oftalmoscópio, após dilatação pupilar, ou em fotografias com flash de câmaras compactas.

E nestas situações, a leucocória é uma alteração do reflexo vermelho do fundo que é observado em condições normais (que deve ser simétrico e equivalente em cor, intensidade e claridade).

 

Não são casos de leucocória aqueles que derivam de patologias da córnea (como são os leucomas ou as cicatrizes brancas que podem surgir após úlceras ou traumatismos da córnea) ou do humor aquoso (como nos casos de uveítes anteriores ou endoftalmites, com ou sem formação de hipópion).

Assim, leucocória (pupila branca) refere-se a lesões que se encontram ao nível ou para trás (posteriores) da pupila. Então, para que possa haver leucocória, temos de poder observar bem a íris, através de uma córnea transparente e sem grandes alterações do segmento anterior.

    E a partir daqui, encontramos várias estruturas, entre as quais o cristalino, o humor vítreo, e as camadas de revestimento, das quais a que mais causas de leucocória dá é a retina.

 Quais as causas de leucocória:

- com origem no cristalino:         catarata

- com origem no humor vítreo:   persistência do vítreo primário hiperplásico

- com origem na retina:              retinoblastoma ou outros tumores da retina, doença de Coats, doença de von Hippel, doença de Norrie, displasia da retina, retinopatia da prematuridade, infecções (toxocara), e muitas outras.

 Vários tipos de traumatismo também pode provocar uma leucocória. 

    A leucocória pode também ser normal (fisiológica) se é detectada com fotografia (com flash) não axial, isto é, em que não se está a olhar directamente para a câmara. Isto acontece quando a luz que entra no globo ocular e incide sobre o disco óptico (papila), não se reflecte como no restante fundo ocular, provocando a leucocória.

 

    Tipos de leucocória:

- Anterior:  é de fácil visualização a olho nu, e mantêm as suas características inalteradas, ou com poucas alterações, em todas as posições do olhar.

- Posterior: não é tão fácil de observar, pode requerer o uso do oftalmoscópio, e pode alterar muito as suas características com a posição do olhar, dependendo de muitos factores, que nos casos de tumores, a sua localização, o tamanho, e o estado da retina adjacente.

 

    O que fazer perante uma leucocória?

    Enquanto não se sabe qual a causa da leucocória (se se trata de uma situação fisiológica, se de uma das muitas doenças da retina, ou se se trata de umretinoblastoma, que é uma verdadeira urgência médica), várias coisas devem ser feitas, e o mais rapidamente possível.

    - Há que estudar o comportamento da leucocória, para nos dar uma orientação do local da lesão: se é anterior poderá ser uma catarata, se é posterior poderá ser um retinoblastoma, mas nem sempre assim é.

    - Há que dilatar e estudar o fundo ocular.

 - Há que realizar estudos de imagem (EcografiaTC ou RM) para nos ajudar a fazer ou a confirmar o diagnóstico.

       Para isso, o mais indicado, será enviar a um oftalmologista, com urgência, com a informação clínica de que se trata de uma leucocória de causa a esclarecer, que fará tudo o que for necessário para, esclarecer o diagnóstico e orientar para ser realizado o tratamento mais adequado, a tempo e horas, principalmente no caso do retinoblastoma.

 

 

 

 

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